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quarta-feira, 25 de março de 2015

Aula de História da Filosofia I (1º Ano IAPE 2015)

Três erros desta aula:

1. Não há registro de mulheres filósofas na Grécia antiga.
2. Tales de Mileto intuiu por Indução.
3. O átomo se divide em Prótons, Nêutrons e Eletrons.


segunda-feira, 16 de março de 2015

O Mito da Caverna

Baixe a obra A REPÚBLICA, do filósofo grego Platão, e leia APENAS O LIVRO VII. Você participará de um debate sobre esse texto e o filme Os Croods.


Prazo para leitura: 22/03

Tipo de avaliação: Formativa

Referências na matriz do ENEM:

Matriz de referência de Ciências Humanas e suas Tecnologias

  • Competências gerais: Construir argumentação (CA)
  • Competência de área 1: H4
Valor do exerício no quadro de notas: 2,0 pontos dentro da nota de Atividades

O que eu vou ganhar fazendo essa atividade?
Você vai desenvolver a capacidade de identificar análises filosóficas e sociológicas em filmes. Vai aprender também a como se proteger de pessoas que querem vencer na vida prejudicando você. Aquelas criaturas nefastas que só pensam nos próprio interesses e comumente são chamadas de falsas. #canseideserbocó #ingênuonuncamais

domingo, 22 de fevereiro de 2015

1º Ano - Sociologia - Análise do Livro "Os Miseráveis" (1)


Prazo para entrega: 23/03

Tipo de avaliação: Formativa

Referências na matriz do ENEM:

Matriz de referência de Ciências Humanas e suas Tecnologias

  • Competência de área 1: H4
  • Competência de área 3: H14
Valor do exerício no quadro de notas: 2,0 pontos dentro da nota de Atividades

O que eu vou ganhar fazendo essa atividade?
Você vai desenvolver a capacidade de idenitificar padrões e também vai melhorar sua habilidade em perceber quando um escritor de romance está fazendo uma análise social real. Isso pode ser muito útil para que você entenda o mundo ao seu redor e tome decisões mais inteligentes do que as inimigas incultas. #inimigasincultasrecalcadas #beijinhonoombropraquemnaogostadeler

QUESTÃO 1

Leia as biografias de Charles-François Myriel, Tio Madeleine e Fantine e compare-as com as personagens abaixo, cujas descrições foram extraídas de obras da literatura brasileira (o resto da questão está logo depois, caso você prefira lê-lo primeiro):


Chegando à maioridade Jorge tomou conta de seu avultado patrimônio e começou a viver essa vida dos nossos moços ricos, os quais pensam que gastar o dinheiro que seus pais ganharam é uma profissão suficiente para que se dispensem de abraçar qualquer outra. Temos, infelizmente, muitos exemplos dessas esterilidades a que se condenam homens que, pela sua posição independente, podiam aspirar a um futuro brilhante. Durante três anos o moço entregou-se a esse delírio do gozo que se apodera das almas ainda jovens; saciou-se de todos os prazeres, satisfez todas as vaidades. As mulheres lhe sorriram, os homens o festejaram; teve amantes, luxo, e até essa glória efêmera, auréola passageira que brilha algumas horas para aqueles que pelos seus vícios e pelas suas extravagâncias excitam um momento a curiosidade pública. Felizmente, como quase sempre sucede, no meio das sensações materiais, a alma se conservara pura; envolta ainda na sua virgindade primitiva, dormira todo o tempo em que a vida parecia ter-se concentrado nos sentidos, e só despertou quando, fatigado pelos excessos do prazer, gasto pelas emoções repetidas de uma existência desregrada, o moço sentiu o tédio e o aborrecimento, que é a última fase dessa embriaguez do espí-rito. Tudo que até então lhe parecera cor-de-rosa tornou-se insípido e monótono, todas essas mulheres que cortejara, todas essas loucuras que o excitaram, todo esse luxo que o fascinara, causavam-lhe repugnância; faltava-lhe um quer que seja, sentiu um vácuo imenso; ele, que antes não podia viver senão em sociedade e no bulício do mundo, procurava a solidão. Uma circunstância bem simples modificou a sua existência. Levantou-se um dia depois de uma noite de insônia, em que todas as recordações de sua vida desregrada, todas as imagens das mulheres que o haviam seduzido perpassaram como fantasmas pela sua imaginação, atirando-lhe um sorriso de zombaria e de escárnio. Abriu a janela para aspirar o ar puro e fresco da manhã, que vinha rompendo. Daí a pouco o sino da igrejinha da Glória começou a repicar alegremente; esse toque argentino, essa voz prazenteira do sino, causou-lhe uma impressão agradável. Vieram-lhe tentações de ir à missa. A manhã estava lindíssima, o céu azul e o sol brilhante; quando não fosse por espírito de religiosidade excitava-o a idéia de um belo passeio a um dos lugares mais pitorescos da cidade. II Alguns instantes depois Jorge subia a ladeira e entrava na igreja. A modesta simplicidade do templo impôs-lhe respeito; ajoelhou; não rezou, porque não sabia, mas lembrou-se de Deus, e elevou o seu espírito desde a miséria do homem até a grandeza do Criador. Quando se ergueu, parecia-lhe que se tinha libertado de uma opressão que o fatigava; sentia um bem-estar, uma tranqüilidade de espírito indefinível.
(...)
Já não era o mesmo homem: simples nos seus hábitos e na sua existência, ninguém diria que algum tempo ele tinha gozado de todas as voluptuosidades do luxo; parecia um moço pobre e modesto, vivendo do seu trabalho e ignorando inteiramente os cômodos da riqueza. Como o amor purifica, D...! Como dá forças para vencer instintos e vícios contra os quais a razão, a amizade e os seus conselhos severos foram impotentes e fracos! Creia que se algum dia me metesse a estudar as altas questões sociais que preocupam os grandes políticos, havia de cogitar alguma coisa sobre essa força invencível do mais nobre dos sentimentos humanos. Não há aí um sistema engenhoso que pretende regenerar o homem pervertido, fazendo-lhe germinar o arrependimento por meio da pena e despertando-lhe os bons instintos pelo isolamento e pelo silêncio? Por que razão há de procurar-se aquilo que é contra a natureza, e desprezar-se o germe que Deus deu ao coração do homem para regenerá-lo e purificá-lo?
(A Viuvinha – José de Alencar)

(...)
Como de costume, a tarde teve de ser empregada em passeios à borda do mar e pelo jardim. O maior inimigo do amor é a civilidade. Augusto o sentiu, tendo de oferecer o braço à Srª D. Ana: mas esta lhe fez cair a sopa no mel, rogando-lhe que o reservasse para sua neta.
(...)
Em uma das ruas do jardim duas rolinhas mariscavam: mas, ao sentirem passos, voaram e pousando não muito longe, em um arbusto, começaram a beijar-se com ternura: e esta cena se passava aos olhos de Augusto e Carolina!...
Igual pensamento, talvez, brilhou em ambas aquelas almas, porque os olhares da menina e do moço se encontraram ao mesmo tempo e os olhos da virgem modestamente se abaixaram e em suas faces se acendeu um fogo, que era pejo. E o mancebo, apontando para ambos, disse:
- Eles se amam!
E a menina murmurou apenas:
- São felizes.
-Pois acredita que em amor possa haver felicidade?
-Às vezes.
-Acaso, já tem a senhora amado!...
-Eu?!...e o senhor?
- Comecei a amar há poucos dias.
A virgem guardou silêncio e o mancebo, depois de alguns instantes, perguntou tremendo:
- E a senhora já ama também?
Novo silêncio; ela pareceu não ouvir, mais suspirou. Ele falou menos baixo:
- Já ama também?...
Ela abaixou ainda mais os olhos e com voz quase estinta disse:
- Não...Não sei...talvez...
- E a quem?...
-Eu não perguntei a quem o senhor amava.
-Quer que lho diga?...
-Eu não pergunto.
-Posso eu fazê-lo?
-Não lho impeço.
-É a senhora.
D. Carolina fez-se cor-de-rosa e só depois de alguns instantes pôde perguntar, forcejando um sorriso:
-Por quantos dias?
-Oh! Para sempre!... - respondeu Augusto, apertando-lhe vivamente o braço.
(...) 
(A Moreninha – Joaquim Manoel de Macedo)

.. Ainda há pouco tempo me disse que quisera ter nascido princesa... Eu lhe retruquei: E sabe você o que é ser princesa? Sei, me secundou ela com toda a clareza, é uma moca muito boa, muito bonita, que tem uma coroa de diamantes na cabeça, muitos lavrados no pescoço e que manda nos homens... Fiquei meio tonto E se o sr. visse os modos que tem com os bichinhos?! ... Parece que está falando com eles e que os entende... Uma bicharia, em chegando ao pé deNocência, fica mansa que nem ovelhinha parida de fresco .. Se fosse agora a contar-lhe histórias dessa rapariga, seria um não acabar nunca... Entremos, que é melhor...
Quando Cirino penetrou no quarto da filha do mineiro, era quase noite, de maneira que, no primeiro olhar que atirou ao redor de si, só pode lobrigar, além de diversos trastes de formas antiquadas, uma dessas camas, muito em uso no interior; altas e largas, feitas de tiras de couro engradadas. Estava encostada a um canto, e nela havia uma pessoa deitada.
Mandara Pereira acender uma vela de sebo. Vinda a luz, aproximaram-se ambos do leito da enferma que, achegando ao corpo e puxando para debaixo do queixo uma coberta de algodão de Minas, se encolheu toda, e voltou-se para os que entravam.
--Está aqui o doutor, disse-lhe Pereira, que vem curar-te de vez.
--Boas-noites, dona, saudou Cirino.
Tímida voz murmurou uma resposta, ao passo que o jovem, no seu papel de médico, se sentava num escabelo junto à cama e tomava o pulso à doente.
Caía então luz de chapa sobre ela, iluminando-lhe o rosto, parte do colo e da cabeça, coberta por um lenço vermelho atado por trás da nuca.
Apesar de bastante descorada e um tanto magra, era Inocência de beleza deslumbrante.
Do seu rosto irradiava singela expressão de encantadora ingenuidade, realçada pela meiguice do olhar sereno que, a custo, parecia coar por entre os cílios sedosos a franjar-lhe as pálpebras, e compridos a ponto de projetarem sombras nas mimosas faces.
Era o nariz fino, um bocadinho arqueado; a boca pequena, e o queixo admiravelmente torneado.
Ao erguer a cabeça para tirar o braço de sob o lençol, descera um nada a camisinha de crivo que vestia, deixando nu um colo de fascinadora alvura, em que ressaltava um ou outro sinal de nascença. 
(Inocência – Visconde de Taunay)
a) Tente encontrar um padrão na descrição desas personagens. Algo na maneira como os autores as descrevem que se repete em todas as descrições. Registre um trecho de cada narrativa que prove que você realmente achou um padrão.

Padrão encontrado:
Exemplo em Charles François Myriel:
Exemplo em Madeleine:
Exemplo em Fantine:
Exemplo em Jorge (A Viuvinha):
Exemplo em Carolina (A Moreninha):
Exemplo em Inocência (Inocência):

b) Tente encontrar uma diferença entre as personagens de "Os miseráveis" e as personagens dos trechos das obras brasileiras acima (dessa vez não precisa colocar exemplos).

QUESTÃO 2

Na sua opinião, como são as instituições jurídicas (sistema prisional, polícia, tribunais) na história de "Os miseráveis"? Cite três trechos extraídos do livro que provem seu ponto de vista.

Como eu envio essa atividade?
1. Pelo e-mail angelobmb@gmail.com
2. Aqui mesmo pelos comentários (exige uma conta do Google)